Novas linhas de crédito podem beneficiar pequenas e médias empresas

Criado por Juliana Oliveira   |  Publicado em 21-06-2018

Novas linhas de crédito podem beneficiar pequenas e médias empresas

As pequenas e médias empresas podem contar com uma força a mais no universo dos investimentos. No mês passado, a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) anunciaram a nova política de participação do banco em fundos de investimento em infraestrutura e em fundos de crédito destinados ao segmento. O objetivo da medida é ampliar as alternativas para financiamento de projetos via mercado de capitais e atrair novos investidores. Os fundos são oriundos do BNDESPAR (BNDES Participações) e somam R$ 6 bilhões.

Do aporte total disponibilizado pelo BNDESPAR, cerca de R$ 5 bilhões serão destinados à infraestrutura - mais que o dobro do volume total dos fundos dessa categoria atualmente. A ANBIMA estima um patrimônio líquido de R$ 4,1 bilhões, nos 75 fundos de infraestrutura existentes hoje.  A nova política irá permitir ao BNDES ser cotista de fundos fechados que invistam prioritariamente em debêntures ou em recebíveis relacionados a projetos de logística e transporte, mobilidade urbana, energia, telecomunicações e saneamento básico. Cada fundo terá investimento máximo do banco de R$ 500 milhões, limitado a 30% do seu capital total.

O R$ 1 bilhão restante do aporte total será destinado aos fundos de crédito corporativo. Serão elegíveis os fundos fechados, com prazo determinado, focados em pequenas e médias empresas (que faturem até R$ 300 milhões por ano). Cada um poderá receber até R$ 300 milhões, limitado a 30% de suas cotas em mercado.

BID – Também em maio, o BNDES anunciou parceria com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para criação de um fundo de crédito em infraestrutura de US$ 1,5 bilhão. O fundo chamado inicialmente “B2 Infra” terá, no mínimo, 30% dos recursos do BNDES, 10 % do BID e o restante será captado junto ao setor privado, especialmente de investidores institucionais.

O foco do B2 Infra será investir em instrumento de dívida nos setores de transporte, energia, saneamento e infraestrutura social, como saúde e educação. Até o final de julho, as duas instituições anunciam a estrutura do fundo, de acordo com as regras do BNDES Fundos de Crédito. A previsão é que produto passe a operar no segundo semestre.

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