Mapa de negócios de impacto social + ambiental confirma mercado emergente no Brasil

Criado por Juliana Oliveira   |  Publicado em 19-07-2017

Mapa de negócios de impacto social + ambiental confirma mercado emergente no Brasil

Elaborado pela plataforma para empreendedores Pipe.Social, o 1º Mapa de Negócios de Impacto Social + Ambiental do Brasil reúne informações coletadas de 579 entrevistados de várias partes do país. O estudo, lançado recentemente, é resultado de uma articulação inédita e coletiva de 40 organizações e foi estruturado para medir esforços de diversos atores que estão construindo e fomentando um novo setor da economia brasileira.

Segundo o mapa, ao longo dos últimos anos, os negócios de impacto no Brasil ampliaram o escopo de atuação para além de setores tradicionais como saúde, educação e serviços financeiros, mirando desafios novos em áreas como cidadania e cidades. Isso reforça a premissa de que esses modelos de negócios são estratégias capazes de oferecer soluções de impacto em escala para enfrentar os mais variados desafios sociais.

A pesquisa aponta que 40% das empresas têm menos de três anos de atuação. Na análise geográfica, a maioria (63%) está no Sudeste. Os negócios de impacto social na área de educação representam 38%; em tecnologias verdes, 23%; cidadania, 12%; saúde, 10%; finanças sociais, 9%; e cidades, 8%. Grande parte dos negócios (70%) está formalizada e 90% têm equipe própria acima de dois funcionários (19% delas, acima de dez funcionários). Enquanto 58% das empresas foram fundadas somente por homens, 20% possuem apenas mulheres como fundadoras.

O estudo revela também que, no Brasil, a oferta de capital é diferente e depende do estágio de maturidade do empreendimento. Enquanto nas fases iniciais (quando há grande necessidade de recursos) os investimentos são escassos, nas fases mais avançadas a oferta é maior. Dos negócios mapeados, 79% estavam captando investimento. Destes, 38% captaram até R$ 200 mil reais e 23% mais de R$ 1 milhão. 25% destes investimentos foram captados via FFF (family, friends & fools). Quando perguntados quais seriam as ajudas mais urgentes, além de dinheiro (46%), os empreendedores mencionam a necessidade de melhorar a comunicação (18%) dos negócios.

Para Carolina Aranha, cofundadora da Pipe.Social, o estudo confirma que os negócios de impacto social + ambiental são o mercado do futuro.

“Existem ainda muitos desafios, mas também são boas as oportunidades. É preciso buscar forças e possibilidades latentes para fomentar o desenvolvimento do setor no país. Os investidores buscam empreendedores com dedicação total ao negócio, métricas de impacto definidas e time que entregue o resultado, além de soluções que resolvam um problema real e que estejam estruturadas, testadas e com estratégia clara de investimento”

conclui Carolina, em comunicado

O mapa completo pode ser acessado no site http://pipe.social/mapa2017