Afro Hub: programa de aceleração para empreendedores negros

Criado por Juliana Oliveira   |  Publicado em 05-07-2018

Afro Hub: programa de aceleração para empreendedores negros

Em uma sociedade cada vez mais tecnológica, que tem derrubado barreiras com o uso da internet e impulsionado ainda mais o empreendedorismo, somos introduzidos a um mercado cada mais representativo e diverso. Empreender não é mais privilégio de uma classe ou grupo. A prova disso é que, de acordo com dados do Sebrae, 51% dos empreendedores do país são negros. Mas, apesar do alto número de empresários, a desigualdade social continua.

Segundo levantamento do Instituto Locomotiva – com base em dados do IBGE – ainda nos dias de hoje a população negra enfrenta condições desfavoráveis, discriminação racial, regional e recebem salários menores do que as pessoas brancas. Essa desigualdade salarial representa um prejuízo anual de R$ 808,83 bilhões. Existe ainda preconceito na hora de empreender, o que torna a atividade (que já é desafiadora) ainda mais difícil. De acordo com o estudo, 25% dos brasileiros têm intenção de abrir um negócio próprio, percentual semelhante entre homens e mulheres e que chega a 36% entre os negros.

Afim de auxiliar esse grupo a conquistar cada vez mais espaço e lucros, foi  criado o Afro Hub, um programa de aceleração para empreendedores negros. Liderado pela Feira Preta, Afro Business e Diaspora.Black, e com o apoio do Facebook, o objetivo do Afro Hub é fortalecer e estimular o afroempreendedorismo no Brasil.

“O Afro Hub é um projeto de construção de uma nova narrativa pautada na transcendência do empreendedorismo de necessidade por oportunidade. O projeto se propõe a potencializar cases de empreendedores que representam mais de 50% dos microempresários no Brasil com o suporte da comunicação e da tecnologia”, comenta Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta, em entrevista publicada pelo portal Startupi.

Em junho, foram selecionadas 10 empresas para participar de uma pré-aceleração e receber treinamentos em tecnologias e ferramentas avançadas do Facebook e Instagram, além de acessar mentorias com profissionais especializados. Os projetos foram escolhidos levando em consideração a maturidade do negócio, questão racial e perspectiva do uso das tecnologias.

Paralelamente, de junho a novembro, o Afro Hub tem recebido na Estação Hack centenas de empreendedores que podem participar de eventos gratuitos organizados pela Feira Preta, Afro Business e Diaspora.Black com o intuito de fomentar o networking em seus negócios.

Já no mês de novembro, serão realizados workshops gratuitos em diversas capitais entre elas Salvador, Rio de Janeiro e São Luís, com a finalidade de atualizar os empreendedores negros quanto ao uso das redes sociais como estratégia para alavancar os negócios.

 “É uma iniciativa de grande impacto para fomentar a circulação econômica entre a população negra”, concluiu Antonio Pita, co-fundador da Diaspora.Black.

Leia a reportagem na íntegra em https://goo.gl/F94sN5

Foto: Divulgação